Histórico

 Em Janeiro de 2003, durante a terceira edição do Forum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre, num encontro entre teólogos surgiu a ideia de se realizar uma atividade sobre a Teologia da Libertação na programação do Fórum Mundial Social. Em julho do mesmo ano, durante a Conferência “Cristianismo e Sociedade na América Latina” realizada na PUC de São Paulo, houve uma reunião com os representantes das organizações que haviam promovido essa conferência, a fim de apresentar a ideia.
O grupo decidiu levar adiante a proposta, somando esforços com iniciativas semelhantes na região de Porto Alegre. Assim, numa reunião em Porto Alegre, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2003, a partir de várias entidades representadas, foi constituído um Comitê Organizador para realizar o que ganhava a dimensão de um “Fórum Mundial de Teologia e Libertação” (FMTL), que seria realizado nas vésperas do, então, próximo FSM. Também um Comitê Local foi criado, integrando pessoas e entidades da região sul do Brasil. Este grupo, a partir de então, assumiu o desafio da realização logística do fórum, a partir dos objetivos, justificativas, metodologia e orçamento definidos nessa reunião. As linhas principais já estavam dadas, e uma vez detalhado o projeto este seria enviado a entidades internacionais, a fim de firmar as parcerias que permitiram a realização do evento.

Iº Fórum  Mundial de Teologia e Libertação

Porto Alegre – Brasil, 2005

Na data indicada, chegaram os/as participantes de todo o mundo, animados pelo entusiasmo do Fórum Social Mundial. O fórum teológico se realizou no campus central da PUCRS, que também acolheu o FSM naquele ano. Tudo se desenvolveu normalmente quanto à organização e o programa. O conteúdo temático e teológico foi de um nível excelente, oferecendo um espaço público para o diálogo das teologias libertadoras. O ótimo resultado do encontro está testemunhado nas edições em espanhol, português e inglês do livro contendo as conferências e painéis do Fórum de 2005.

wftl

Após o encontro, a Secretaria Permanente seguiu trabalhando em relatórios do evento. Nos primeiros contatos com os/as membros do Comitê Internacional (constituído ao final do Fórum), os resultados foram compartilhados, o que encorajou o grupo a realizar um próximo encontro em Nairóbi, Quênia, em janeiro de 2007.

Do Primeiro ao Segundo Fórum

O desafio do primeiro fórum foi de situar a contribuição da Teologia da Libertação na cena de discussões do FSM. A partir de uma ampla avaliação dos/das participantes deste primeiro evento, foram ampliados os objetivos do FMTL, bem como reformulado sua metodologia e o perfil de participantes do evento. Nascia uma visão para o FMTL: levar adiante um processo que contribuísse com a formação de uma rede internacional de teologias contextuais herdeiras e/ou identificadas com a Teologia da Libertação, em suas diferentes formulações e expressões. O objetivo tornava-se também mais evidente: proporcionar um espaço aberto de encontro para uma interação vívida e refletida da teologia com a sociedade contemporânea. Essa visão orientou o Comitê Internacional do FMTL, bem como o grupo das entidades que assumiam, então, a organização do projeto. A cooperação existente entre essa ampla rede de instituições foi imprescindível ao longo da preparação do segundo Fórum em 2006.

 

IIº Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Nairobi – Quênia, 2007

O II Fórum Mundial de Teologia e Libertação aconteceu entre os dias 16 e 19 de janeiro de 2007, sob o tema “Espiritualidade para outro mundo possível”. Reuniu 300 pessoas oriundas dos cinco continentes, em sua maioria da África. Um espaço que realmente propiciou o encontro e a troca de buscas e realizações de afirmação da vida, da justiça e da dignidade – em esfera planetária, mas deixando-se tocar pelos apelos e convites do contexto queniano. Os trabalhos tiveram lugar no Carmelite   Center, instituição vizinha ao Tangaza College, no distrito de Langata, em Nairobi. Tal como o primeiro, o segundo FMTL aconteceu na semana anterior ao Fórum Social Mundial e, de modo geral, recebeu uma avaliação muito boa dos/as participantes e do Comitê Internacional. A diversidade de expectativas, certamente, divide e enriquece a avaliação de resultados, mas permanece uma manifesta unanimidade quanto à estratégia de intervenção do Fórum e a importância de sua contribuição para a atual reflexão teológica.

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